terça-feira, 13 de julho de 2010

Crer com o coração e confessar... com a boca?

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que
Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” Rm. 10.9 (NVI).


Sempre que falamos em aceitar a Jesus como Único Senhor e Salvador, acabamos por nos remeter a este texto, por explicitar o que precisa ser feito. O que Cristo fez para que fossemos salvos foi algo público (publicamente nos comprou, pagou o valor do resgate por nós), e nossa confissão precisa ser pública.

E nosso objetivo é falar acerca desta confissão pública. Certo dia surgiu a seguinte pergunta: “Se a passagem bíblica diz confessar com a boca, como o surdo vai confessar a Cristo como seu Senhor e Salvador?”

Tal pergunta rendeu-nos um bom período de reflexão, até chegarmos aqui (não porque não crêssemos que a confissão sinalizada não fosse válida, mas porque nossos irmãos mereciam ter sua dúvida respondida).

Sabemos que a fé precede a confissão (ὁμολογέω – homologeos), que implica em reconhecer. Só se reconhece algo em que se acredita, assim aquele que confessa a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador só o faz porque crê, reconhece que Ele é Filho de Deus, que entregou sua vida para que fossemos salvos e ressuscitou dentre os mortos e que é Senhor de sua vida.

O crer é no coração, que na Palavra de Deus representa diferentes instâncias, todas elas imateriais – o coração pode representar o centro da pessoa (seu espírito), também pode representar seus pensamentos, sentimentos e emoções (alma). Mas qual é nosso interesse em analisar tudo isto?

Chegar ao confessar com a boca! A apalavra traduzida como boca é στόμα (stoma), cujo significado é abertura (ou corte). No texto grego está escrito que a confissão deve passar pela abertura (confessar pela boca). E chegamos ao ponto!

Ser salvo, aceitar a Cristo como Senhor e Salvador, é nascer de novo (Jo. 3.1-8), e podemos até fazer analogia com o processo pelo qual nasce uma criança. Esta criança, embora exista, ainda não foi vista, ela precisa passar por uma abertura que a trará do “invisível” para o visível. Da mesma forma se dá com o novo nascimento. Crê-se no coração (centro, ventre, âmago – todas são palavras que representam espírito), e confessa-se a partir de uma abertura, no grego, stoma (literalmente abertura, ou corte – no rosto, de acordo com o contexto do versículo; figurativamente implica em linguagem, capacidade de comunicação).

Assim, aquele que crê no coração confessa a partir desta abertura que gera a nova vida, que aceitou a Cristo como seu Único e Suficiente Salvador.

Na verdade, nunca nos preocupamos com a forma como esta confissão acontece, desde que haja o “parto” de uma nova vida. Aconteça ele em Português ou em Língua de Sinais. O que buscávamos era esclarecer que o novo nascimento, a salvação não está limitada pela falta de um sentido, ou pela dimensão cultural do homem, pois:

“... aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se
tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram de descendência natural, nem
pela
vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de
Deus.” Jo.
1.12,13 (NVI)


Enquanto “partos” estão acontecendo, nos alegramos no Senhor!

3 comentários:

  1. INTERRESSANTISSIMO,ASSIM COMO TAMBÉM OUTROS CONFESSAM O SEU SER A SUA MENTE E SEU CORAÇÃO AO QUE E MAL A MENTE SE ABRE PARA O MAL QUANDO CONFESSAMOS A CRISTO ANOSSA MENTE SE ABRE PARA TUDO QUE E BOM PORTANTO VIVEMOS COMO CISTÃOS OU SEJA PEQUENOS CRISTOS.

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